Bem-Vindo(a) ao Saikai!
Registre-se para ter acesso a todos os fóruns do RPG e poder interagir com os players. Usuários também podem criar fichas e iniciar seu personagem na história.
Login Registrar-se
Recrutamento para uma nova seleção de times aqui !!!
Juntes-se ao Discord aqui !!!

Foto

[Ficha] Euryale



Novo Tópico  Este Tópico está bloqueado. Você não pode editar as mensagens ou responder.

  • Por favor, inicie sesión para responder

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo  Mensagem [Página 1 de 1]

#1
Fuera de línea
Convidado
em Ter Set 11, 2018 1:05 pm




Convidado

Ficha


Level: 2
Experiência: 05/30
Vila de Origem: Kumo
Vila Atual: Kumo
Nome: Euryale
Clã/Família: -
Sexo: Feminino
Idade: 13
Altura: 1,59
Peso: 45 KG
Tipo Sanguíneo: Será sorteado

Aparência: Dentre todas suas características físicas, seus longos cabelos rosados são o que mais chamam a atenção de terceiros. Sendo constantemente vitima do olhar de outras pessoas, Euryale aprendeu desde pequena a cuidar bem de sua pele e cabelo, pois tinha receio de ser criticada nos pensamentos das pessoas a sua volta. Seus olhos castanhos acompanhados de uma pele clara e macia são os responsáveis por seu rosto ser uma bela obra de arte. Seu busto é farto, porém delicado. Moderadamente magra, com altura ideal para sua idade e estrutura corporal.

Personalidades: Euryale é uma jovem que está sempre de bom humor. Sua alegria é provida do sofrimento dos outros, mesmo quando este não é causado por ela. Deleita-se com a visão dos mais precários, tal fato é o motivo de seu passa-tempo favorito ser caminhar nos becos profundos de sua vila. Dentre muitas palavras que poderiam descrever sua personalidade, se destacam: rebelde, ansiosa, masoquista. Acredita que não há um sentimento mais verdadeiro do que o daqueles que estão sofrendo. Apesar disso, seus gostos não passam de um hobbie, e estes não definem seu caráter completamente. Internamente, é uma garota comum e tímida, com grandes mágoas guardadas por conta do seu passado trágico. Mostra-se exageradamente apaixonada, se levando ao extremo quando em busca de seus fascínios.

Vestimenta: Euryale não é o tipo de garota que se prende à roupas favoritas. Seu guarda roupa é repleto de peças diferentes, de vestidos até macacões. Porém todas tem uma característica em comum: São extremamente curtas. Acredita que suas roupas são tão importantes quanto seus cabelos ou sua pele, e por conta disso, sempre tenta se vestir da melhor forma possível, raramente repetindo as mesmas peças de roupa em situações normais.

Ryous: 1.000 RY

Historia


Aya, uma mulher jovem, gostava da literatura, livros e até mesmo escrever seus sentimentos dentro de seus diários, após chegar em sua última página com o relato de sua vida, que por sua vez não teria continuidade com aquele. Se engravidou desde muito cedo após ter casos com um homem que de sua parte se tornou um alvo de criminosos, seu nome era Toshi, de forma em que suas dívidas se tornavam cada vez mais constantes, resolveu desaparecer até mesmo da vida de sua futura esposa - Até o momento em que ainda se encontraria presente, Aya não estaria ciente do problema daquele que se comprometeria, foi o seu primeiro amor e intenções inteiramente recíprocas, achava que em que seu ambiente, não se teriam segredos entre ambos. Toshi, fora não encontrado mais, ou sequer visto por ai. Largou Aya durante os seus primeiros meses de sua gravidez, da mesma teve de se virar sozinha ante tudo e à todos, com conforto e apoios solidários de seus vizinhos, vivia na casa de sua falecida mãe. De grande forma, como consequência de seu desaparecido esposo, as dívidas lhe perturbava com aqueles que compareciam em sua residência quase todas as semanas seguintes com bastante frequência, em busca do mesmo, a indefesa grávida se tornou alvo de insultos e ameaças, e também perseguições. Sua decisão de tomar um desígnio diferente a diante chegou ao momento, após ser agredida, deixando tudo pertencente à si e heranças para trás, para o bem daquela inocente e inofensiva que carregava consigo em sua barriga.

[...]

Os anos se passaram e Aya morava em uma nova residência em Kumo, junto com seu novo pretendente: Akira e sua linda filha Miwa. Com o passar dos meses, Aya voltava a se sentir mal. Por alguns dias pensou que estava adoentada, porém os sintomas já haviam se tornado familiares à ela. Estava grávida novamente. Dessa vez de Akira. Mesmo que Miwa ainda estivesse uma bebê, a surpresa fora mais do que bem-vinda por Akira. Ambos ficaram exageradamente felizes com a noticia.

A gravidez de Aya estava correndo bem, a serenidade e tranquilidade tomavam conta da casa em que morava. Miwa não dava tanto trabalho, apesar de ainda ter poucos meses de vida. Akira ajudava-a em tudo o que podia, ambos estavam extremamente ansiosos pelo nascimento do próximo bebê. Discutiam nomes favoritos, teorizavam o gênero, gostavam de desenhar as prováveis aparências. Tudo isso até o dia em que Akira fora requisitado no gabinete do líder de Kumogakure.

O espírito paterno aos poucos se apossava da vida passada de Akira, começou acreditar que deveria ser um exemplo de responsabilidade para suas filhas, que quando elas crescessem poderiam se orgulhar do pai delas. Akira aceitou uma missão em time, onde teria que invadir o território inimigo com mais dois ninjas. A notícia da missão não foi nada aceitada por Aya, não de inicio. Mas com o tempo, Akira conseguiu convencer sua esposa de que era o que tinha que ser feito. Akira partiu, mas sem antes se despedir de seus entes amados. — Antes de conhecer você, Aya... Minha vida parecia ser vivida por outra pessoa, eu sequer me reconhecia. Depois de conhecer você, conheci a alegria, a felicidade... Eu finalmente tenho sentido para viver. Quero fazer desse mundo um lugar melhor para vocês viverem, por isso que tenho que ir nessa missão. Eu te amo mais do que amo a mim mesmo. — Foram as ultimas palavras que Akira disse naquela casa, seguidas por um beijo em sua amada esposa e filha. Acariciou a barriga de Aya, e se retirou da casa, partindo em sua missão.

Dias se passaram, Aya já estava esperando o pior. Todos os dias ia até o gabinete do líder da vila e implorava por alguma resposta, mas era sempre respondida da mesmas forma: — Você tem que aguardar e acreditar. — Palavras vazias e sem sentido. Ela acreditava em seu esposo, acreditava em sua capacidade. Mas não conseguia deixar de estar preocupada com o pai de suas filhas. Sua gravidez evoluía lentamente, logo Eury também viria a nascer e não conseguiria carregar tanta responsabilidade sozinha. Cada contração que sentia, cada chute ou aperto, tudo ligava suas memórias à Akira, e não conseguia parar de pensar na volta de seu esposo.

Seus dias começavam a se tornar uns mais difíceis que os outros, mas mal sabia que o pior ainda estava por vir. Uma caravana havia chegado à vila, todos estavam muito agitados dizendo que os ninjas que saíram na missão finalmente haviam voltado. Aya se apressou, sem nem se preparar para a saída, cruzou a porta de sua casa e correu descuidada até o portão da vila. Uma lástima. Todos os que saíram na missão haviam retornado, menos seu esposo. Uma Kunoichi ferida se moveu até ela, ajoelhando-se em sua frente, em prantos. — A missão foi um sucesso... Por conta do sacrifício dele. — Aya sentiu como se o seu chão houvesse desabado. Sua visão se tornou turva, seu equilíbrio fora perdido. Caiu no chão, sua vontade fora dizimada.

- Diário de Aya:

''Será que eu nasci condenada, por simplesmente existir? Oque eu fiz de errado para receber somente a tristeza e prantos e mais prantos, quando eu tento fazer o bem sempre que em meu alcance? Eu sou uma má pessoa? Oque eu devo fazer para me livrar desta maldição? Eu não sei realmente oque eu poderia fazer, dizem que eu sou doce, gentil e amável em abundância, ajudo os outros mesmo recebendo e tendo somente migalhas do destino, todos os dias ofereço saquinhos com pãezinhos doces para crianças necessitadas, pois eu sei, como é sentir seu estomago se contorcer do lugar pela a miserável fome.. Akira se foi, recebi esta notícia ontem, morto em combate quando também lutava pelo o bem, embora todos fazem oque acham que é certo, ele tinha motivos encantadores que me convenceram permitir-lo partir para lutar por seus princípios. Eu não sei como reagir com sua perda, eu precisava e preciso dele mais do que tudo em minha vida, não consigo me conter em não chorar perto de Miwa, mesmo que ainda um bebê, se tem duas choronas por agora na casa.. Por que devem sempre partir de meu caminho?! Por quê?! Akira me deixou com duas responsabilidades, mas ao contrário de Toshi.. Que desapareceu sem mais e nem menos, me deixando somente suas dívidas para trás e que ainda durmo noites e noites temendo do pior daqueles que podem ainda me persuir.. Akira me deu um lar, uma nova oportunidade de me fazer e querer viver, deixei de só sobreviver quando ele me acolheu, cuidou de mim quando não tinha mais esperanças, uma grávida tentando sumir com o seu passado.. Agora eu tenho uma casa, nossos pertences, minha filha Miwa e futuramente Eury. Eu não desistirei de viver, viverei por nós quatro, Akira... Serei mais forte, desta vez.''

O tempo passara e consigo levava as feridas encardidas, deixando para trás apenas a casca da saudade. Aya conseguia retomar sua vida, cuidava de Miwa sem alterar em nada o amor que demonstrava pela filha. Eury estava prestes a nascer, a qualquer momento sua bolsa estouraria. Aya conseguiu que uma de suas vizinhas cuidasse de Miwa enquanto ela estivesse de repouso no hospital por conta do parto de Eury, havia deixado tudo completamente certo para quando a hora chegasse. Dito isso, a hora chegou. Sua bolsa estourou enquanto estava sentada na varanda de sua casa. Sua vizinha a socorreu e a levou para o hospital, enquanto outra vizinha ficou na casa cuidando de Miwa.

Enquanto era obrigada a esperar em uma maca, Aya era atacada por diversos flashs de memórias antigas, do momento em que estava parindo Miwa, sua primeira filha. Felicidade tomava conta de sua mente, porém juntamente com tristeza. Por lembrar que dessa vez, o homem que amava não estaria ao seu lado em um momento tão crucial. As contrações se tornavam mais frequentes e fortes, estava finalmente no que chamam de trabalho de parto. Seus gemidos eram alarmantes e claros, sua dor era sentida por todos que a ouviam. As enfermeiras corriam com a maca até a sala de procedimentos, enquanto Aya mal tinha consciência para raciocinar. O procedimento fora simples, porém demorado. Sem muita delonga, Euryale nasceu, perfeita.

O tempo que Aya ficou no hospital em repouso fora perturbatório para sua mente. Não conseguia aguentar estar distante de uma de suas amadas filhas, não conseguia conter pensamentos ruins de que algo poderia acontecer com ela durante sua ausência. Mas sabia que isso passaria logo. E assim foi. Aya foi liberada do hospital juntamente com sua nova filha, Euryale. Ambas foram para sua casa e finalmente houve o reencontro entre mãe e filha. Miwa ainda era um bebê, mas já estava crescendo. Eury era uma recém-nascida um tanto quanto enjoada, porém ficava apaziguada quando no colo de sua mãe.

Anos se passavam, as crianças cresciam. Com o passar do tempo ficava cada vez mais fácil para Aya cuidar das duas garotas. Aprenderam a ter responsabilidades cedo, aprenderam suas tarefas e deveres. Ambas se davam muito bem, mesmo sendo tão diferentes em comportamento. Suas aparências eram semelhantes o suficiente para que outras pessoas questionassem-nas sobre serem gêmeas, ambas eram muito parecidas com suas mãe, herdando pouquíssimo das famílias de seus pais. Aya tentava sempre se mostrar forte e independente na frente das garotas, mesmo estando completamente arrasada e traumatizada por dentro.

Palavras são jogadas ao vento todos os dias, de pessoas machucadas desferindo ofensas contra as outras. Uma frase tão vazia quanto a própria escuridão tornava-se cria do dia-a-dia de Aya: "Os homens de hoje em dia são tão repugnantes!". Variações da mesma frase eram ouvidas por ela todos os dias, ditas por diferentes pessoas, sempre que ela se abria e contava parte de sua história. Aya carrega consigo duas filhas, Euryale e Miwa, ambas muito parecidas com a mãe, ótimas crianças.

Era uma tarde de verão ensolarada, por volta das 4 da tarde. O sol estava em seu ápice, transmitindo todo seu calor e brilho nas lindas plantações que localizavam-se na frente da casa. Era o tipo de vista que Aya mais amava. A mulher estava sentada em uma cadeira na varanda de sua casa. Acompanhada. — Obrigada pelo interesse por minha história, Senhora Komanji. Compartilho da mesma ideia que a senhora, que temos que conhecer melhor nossos vizinhos. — Tornava-se rotina. Todos os dias diversas senhoras da vizinhança visitavam Aya, questionando-a sobre ser uma mãe viúva. — As meninas não me dão trabalho algum. Euryale já está na idade de imaginar seu futuro. Ela quer ser uma ninja... Tão adorável. Miwa fazia a mesma coisa a dois anos atrás. — A mulher que se sentava em oposição à Aya dava um gole prolongado em sua xícara de chá. — Mas você não se preocupa de acontecer com elas o mesmo que aconteceu com seu ultimo esposo? — Questionou a velha, enquanto remexia a xícara em sua mão, misturando o chá. — O que aconteceu com Akira foi uma lástima... Mas não vou privar minhas filhas de viverem a vida delas por mágoas do passado. — O olhar de Aya era movido em direção a mesa, era notável à visitante as lágrimas presas que Aya segurava ao tocar no assunto. — Bom, acho melhor eu voltar... — A senhora se retirava da mesa, sem dar muitos motivos. Apenas dava as costas à Aya.

O Desígnio de duas Prímulas

Uma manhã ensolarada, refletindo seus raios solares por todos os lados, dando vida às sombras das árvores. Como uma camponesa, de joelhos com vestido florescido e macio ao seu tecido, com um chapéu redondo e largo para proteger do bronzeamento que aqueles raios poderiam causar á sua pele facial. Abraçada por diversas flores ao jardim de sua casa, cortando, com uma tesoura de cabos avermelhados, todos os brotos mortos e raízes expostas que incomodava a perfeccionista e delicada, Aya. Revigorando cada detalhe ao redor de sua residência, suas duas meninas, crescidas e ainda inocentes brincavam dentro de casa com suas devidas bonecas de pano, feitas e costuradas também por sua mãe. Aquela manhã, silenciosa lá fora, aquele cheiro doce que das pétalas soltavam seus aromas, certamente dava lembranças de Akira ao seu momento vegetativo e reflexivo. Olhava em sua volta, mesmo ante á tudo, se tem um sorriso em seu rosto, se confortando mais uma vez admirando tudo o que seu falecido esposo deixou para si mesma, e suas duas amadas.
Sentia-se paz com sua alma, a saudade vinha porém de uma forma saudável sem corroer seu peito por dentro, e seus sentimentos mais sensíveis. Arrancava duas flores ainda vivas, levantava-se deixando a tesoura perdida entre o mar de Prímulas. Em direção de sua casa, mesmo que distante, um movimento à sua vanguarda era estimulado sem sequer ouvir os movimentos - O campo e a casa eram de terrenos imensos, os barulhos eram abafados pela distância do vácuo de ar, era notado como um sentido de perceber, por Aya. Homens vestidos totalmente de roupas pretas e com detalhes semelhantes á uniformes de Ninjas, somente a clareza branca na parte facial expondo seus olhos era percebida ao decorrer que se aproximavam, aqueles eram familiares, que por sua curta vida, conseguiu se esconder dos mesmos por mais de 1 década.

Um total desespero era responsável por deixar todo o seu corpo trêmulo e sem reação ao observar dos invasores de sua residência, mas um fato a fez despertar - Suas duas filhas estavam lá dentro. Um choque fora tomado, a forçando virar-se por seus instintos protetores de mãe. Deixava com o tremor de seus dedos, as duas Prímulas cair sobre o chão do quintal, enquanto rapidamente entrava para dentro de casa, mesmo sabendo da presença dos demais ocultava-se em sua residência. Assustada, sem pensar duas vezes, gritava o nome das meninas que brincavam nos fundos da casa, que também transmitia susto em Miwa e Eury, que sem entender viam a reação conturbada de sua mãe, recolhendo-as para um dos cômodos do quarto. Antes de esconder suas filhas dentro do guarda-roupa, Aya ajoelhou-se e abraçou as duas partes do sentido de seu amor, sentindo o calorzinho que as mesmas transmitiam a sua pele, um tanto quanto confortante, mesmo que o pior esteja cada vez mais próximo, em questão de ápices. Seu queixo se tremia, suas lágrimas se escorriam dos cantos de seus olhos, percorrendo as gotas sobre o rosto arredondado de Aya, por mais que sabia, que talvez não teria volta, confortava suas filhas com suas palavras .. ''Vamos fazer por assim.. Vocês ficam escondidas aqui dentro, que a mamãe vai pra cozinha preparar uma coisa especial para vocês, mas é surpresa.. Para isso precisam ficar quietinhas ai dentro e sem fazer barulho, nem mesmo sussurrar, tudo bem?'' Miwa por sua vez, um tanto sorridente assim como Eury ao seu lado, questionava.. ''É um novo desafio? Você sabe que a gente adora brincar com desafios''. Aya virou-se para Miwa e disse com um sorrisinho forçado.. ''Sim, é um novo desafio.. Agora se escondam, amores da minha vida, a mamãe ama vocês, não se esqueçam disto''.

Miwa e Eury estariam escondidas sob o guarda-roupa localizado ao quarto de ambas, não transmitiam sequer um barulho ou gemidos, topando o novo desafio que fora instruído por sua mãe. Aya estaria afastada e de frente para a porta, com um facão de cozinha sendo segurada por sua mão esquerda, aguardando do pior acontecer, mas com esperanças de que tudo não chegasse á uma medida drástica e sem volta. Os fantasmas de seu passado, que perseguiram encontram-se agora em seu presente, de certa forma estaria condenada pelos os erros de Toshi, temia que um dia essa hora pudesse chegar, mas com o passar de seu tempo, esse se tornou a menor de suas assombrações perante á tudo que estaria acontecendo atualmente em sua vida, se tinha dívidas, mas não pendentes à morte.

A porta fora arrombada com um chute estrondante contra a mesma, que fora lançada e colidia à cabeça de Aya com tremenda força, apagando-a com o breve traumatismo que lhe foi causado. Seus olhos embaçados aos poucos se abriam, e em instantes se tornavam cada vez menos turvos, retomando sua visão e consciência, e a sua frente, um ser vestido e oculto, suas vozes eram reconhecidas - Eram eles mesmo. Se negava a manter o contato visual por bastante tempo, olhando para o solo de cabeça baixa. E, de uma de suas narinas se escorriam sangue, a batida da ponta da porta foi deveras prejudicial, gemia e mordia os seus lábios com a dor que picava como agulha em sua cabeça. Encontrava-se pendurada com suas duas mãos amarradas, seus pés por um triz fora do alcance do chão.

Um interrogatório, foi iniciado por um dos bandidos, em seu número, eram somente três. Aya dizia sempre a verdade, o que não era convincente para eles, já que Aya sumiu por bastante tempo. Achavam que a mesma fugiu para se encontrar com ele por um dos cantos das nações vizinhas, oque desta forma nunca iriam acreditar na moça amordaçada á sua frente. Diversos chutes e socos eram diferidos por diversas partes do corpo delicado de Aya, provocando sangramentos nasais mais constantes, assim como repelia vomitando uma grande quantidade de sua boca. Onde, chegou o seu fim, cansados e a tarde estaria por vir, não teriam muito tempo para retornar.. Já que sua passagem ante à vila de Kumo era ilegalizada. Com sua Katana proferia ao meio do peito, da mulher, atingindo e causando danos fatais ao seu coração. Uma morte sem paz, e sem humanidade.

Um dos bandidos revistou visualmente à casa antes de se retirar, procurando certamente por Toshi, o que de grande realidade, ele não se encontraria por ali. Pisou com seus calçados sigilosos não transmitiria sequer um barulho dos seus passos dentro do quarto, um porta-retrato com foto de um homem, suas duas filhas e Aya estava sobre a cômoda, oque percebido pelo o mesmo, não era nada parecido com Toshi. Ouviria um barulho que ativava o sentido de sua orelha esquerda, seus olhos fitavam aquele guarda-roupa, por mais de cinco segundos, e então, se aproximava dele.. As duas garotas sem entender nada, sentiam aquela suspiração forte e ofegante se aproximando, de fato, não era sua amada mãe. Miwa por sua vez tampou a boca de Eury para que sua irmãzinha mais nova não faça sequer nenhum barulho comprometedor, os dedos do mesmo roçavam sobre a porta de cima para baixo, onde por sua vez, conseguia fitar duas garotinhas encolhidas e de cabeça baixa com bastante medo, emergindo gemidinhos assustados e abafados. O mesmo se retirava ao chamado de seus companheiros para partir, ciente da presença de uma das crianças que poderia ser útil como refém de Toshi, preferiu deixar-la em paz - Resta um pouco de humanidade dentro de si? Talvez.

- Mamãe? - Era a palavra que a mais nova Eury dizia perante ao silêncio em que estaria por todos os cômodos da casa, após se retirarem lentamente do guarda-roupa, nenhum sinal de que Aya poderia estar presente por ali, faria parte da surpresa que fora providenciada por sua mãe? As duas, juntas, Miwa assumia a frente enquanto mantinha a ligação de seus dedinhos mindinhos cruzados um ao outro de Eury. Caminhavam até a cozinha, não havia bagunça ou sequer alguma sujeira, passaram mais de trinta minutos recônditas esperando que ela retornasse.

Aproximavam-se da sala, uma visão aterrorizante onde provocou um susto nas duas que estavam ali presenciando sua mãe pendurada e coberta de sangue - Também escorrendo continuamente de sua boca. A crise tomou conta de Miwa, sem conseguir emitir ondas vocais encontrando-se deveras paralisada ao deslumbre. Quanto à Eury, corria rapidamente em direção de sua mãe para ajuda-la, ajoelhando-se à poça de sangue que inundava em gotículas o piso de madeira, agarrando os pezinhos de sua mãe forçando a balançar o corpo pêndulo, manchava sua roupa limpa e elegante, de vermelho, a crise também a afetou, repetindo diversas vezes a palavra de costume que se referia á Aya, sua mamãe, enquanto de seus olhos despejavam os seus prantos.

O Trauma tomou conta das duas meninas, quando perceberam que sua mãe não correspondia com o seu chamado, agarraram-se sobre o canto da sala, abraçadas, derramando suas lágrimas até doer os seus rostinhos. Eury manchava o corpo e roupa também de Miwa, permanecendo desta forma, durante horas e sem alguma reação. Um coração inocente e doce, sendo corrompido pela tristeza, a condenação de Aya era uma doença crônica que herdou suas filhas, o mesmo desígnio e fim? Somente o tempo poderá dizer de certa forma, assim como a mãe, certamente passarão por grandes dificuldades, sobreviveram para que um dia, possam viver, e logo assombrarem-se com o seu passado.

As meninas estavam em estado de choque, não conseguiam ter reação alguma. Com o passar das horas, alguns vizinhos conseguiam notar que a casa da família não estava de costume. Na parte de fora, objetos estavam em desordem, todas as luzes da casa estavam apagadas, e não havia sinal algum de Aya ou das meninas. Resolveram verificar, e as meninas foram encontradas. A cena era trágica, esdrúxula, irreal. Alguns que se deparavam com a cena vomitavam ao se assustar com a grande quantidade de sangue jorrado no carpete azul-marinho que revestia o chão da casa. Mais ao canto do cômodo, as duas meninas. Paralisadas. A polícia fora chamada, assim como os bombeiros e os ninjas médicos. Fato era que ninguém ali presente sabia lidar com tamanho ato de violência. O assunto teve repercussão, aos poucos mais pessoas chegavam na casa depravada. Alguns tentavam interagir com as meninas, mas elas apenas ignoravam tudo e todos ao seu redor. Eury não conseguia parar de chorar, mesmo passando-se horas. Miwa estava com seu olhar vazio, olhando para o sangue jorrado ao lado do corpo de sua mãe, que no momento já estaria coberto. As pessoas comentavam, se questionavam que fim teriam as meninas. Enquanto alguns acusavam-nas, outros diziam que iriam para orfanatos. Ambas ouviam tudo, e sofriam mesmo sem entender com clareza. Sabiam que sua liberdade seria roubada. Em um surto, Miwa puxou Euryale pelo braço, suas lágrimas despencavam enquanto arrastava sua irmã mais nova pelo cômodo, desviando das visitas impertinentes enquanto corria para cruzar a porta de saída da casa, Fugiram.

Estavam desgovernadas. Eury era inocente ao ponto de não notar o que seria do futuro das duas, Miwa conseguiu fugir de casa levando sua irmã, infinitas questões rodeavam suas mentes, todas sem nenhuma resposta. Era o primeiro momento da vida delas que não podiam contar com o suporte de sua mãe. Isso as aterrorizava. Miwa era um pouco mais dura, tentando mostrar-se durona à sua irmã, que fazia perguntas difíceis para qualquer um responder, mas Miwa tentava. Suas vidas estavam prestes a mudar completamente. Conviveriam com o frio das ruas, a comida escassa, as pessoas procurando por elas, a falta de sua mãe... Tudo isso se tornaria atividades rotineiras do seu dia-a-dia, por mais que não estivessem preparadas para isso, mergulharam em um beco sem saída.

Os dias se passavam, semanas, meses... O roubo havia se tornado algo comum para as duas irmãs, sabiam que se quisessem continuar vivendo naquele mundo caótico, teriam que fazer de tudo, até contrariar ensinamentos antigos de sua mãe. Tinham que estar em constante mudança, nunca permanecer muito tempo nos mesmos becos imundos, as pessoas começavam a comentar sobre elas, uma reputação vergonhosa crescia. Tempos difíceis haviam chegado, as meninas estavam ficando cada vez mais magras, a situação das mesmas estava mais do que precária. Enroladas em papelão encardido em um beco escuro e sujo, um homem às encontrou, com um sorriso manipulador exposto em seu rosto. Uma oferta fora feita, suas vantagens eram irrecusáveis para as garotas, que aceitaram seguir o homem e ter um lugar onde morar. Em troca de trabalharem para ele.

As garotas aceitaram, e em poucos instantes contemplaram a grandeza de seu novo lar. Um grande galpão localizado em uma zona pouco habituada de Kumogakure. O lugar fedia, parecia um esgoto. Mas isso não afetava as garotas de forma tão prejudicial. O tempo que passaram caminhando nos becos pútridos da vila fora o suficiente para que o cheiro do lugar não afetasse o seu olfato. Eram gratas por pelo menos terem um lugar coberto para viver. O desenvolvimento das garotas no ambiente fora crucial para moldar suas personalidades. Não eram as únicas que moravam no galpão, também estavam sempre acompanhadas de diversos outros adultos, amigos e sócios do homem que as levou até o local. Seus trabalhos envolviam roubo, falsificação, qualquer coisa que pudesse trazer algum tipo de renda ao seu novo pai, corrupção. O homem era egoísta e egocêntrico, mas parecia se apegar às meninas com o tempo. Talvez por conta de sua eficácia? Quem sabe.

Caminho de Eury -

Por mais que o tempo houvesse passado e grande parte de suas atitudes mudado, Eury continuava a sofrer com a perda de sua mãe. Era comum o diálogo com outras pessoas ao seu redor terminar sempre com a mesma frase: "Pessoas vem e vão, isso é normal" — Euryale odiava tais palavras, odiava mais do que odiava a si mesma. Suas tentativas de aproximação com outras crianças sempre eram um total fracasso, a garota era muito diferente de qualquer outra criança normal, cresceu distorcida, alguns a chamavam de louca. Infelizmente, os únicos que não a julgavam eram aqueles que ela mais desprezava. Recusava-se a pensar que era uma com eles, que havia se tornado uma ladra, que seus amigos mais próximos eram meros ladrões. Não descia à sua pequena garganta tamanha injustiça. Só queria sua vida de volta.

Os anos se passavam e a mentalidade da garota evoluía, contorcendo-se cada vez mais. Enquanto crescia em um ambiente podre, a garota se tornava cada vez mais parecida com aqueles que a rodeavam. Pessoas insanas, loucas, precárias. Uma parte de si ainda era inocente e meiga, mas deixou de ser a parte dominante a muito tempo. Construiu novos desejos, se inspirou em novos gostos, começou a sentir prazer no sofrimento, tornando-se um com ele. — Nesse mundo distorcido não há nada mais real do que o sofrimento, as lágrimas daqueles que realmente sentiram a dor interna... — Havia aprendido a ler com um dos homens que habituava o galpão, e essa fora a primeira frase que aprendeu a escrever, e nisso acreditou, tornou seu ideal.

Seis longos anos já haviam se passado. A garota via-se cada vez mais próxima de ser capaz de cuidar de si mesma. Um de seus maiores desejos era que pudesse viver em um lugar normal com sua irmã, mesmo que já começava a duvidar de sua própria sanidade. De poucas coisas que podia ter certeza em sua mente conturbada, uma delas é de que não seria capaz de perder mais ninguém em sua vida, e para isso teria que se tornar forte de alguma maneira. Todo seu tempo sendo criada de Pyke apenas mostrou a garota sua inabilidade. Comparada com sua irmã, sempre fora inferior em todos os sentidos que não houvessem corrida. Era péssima em segurar facas ou qualquer tipo de arma, porém compensava isso com sua velocidade e reflexos aguçados. Sempre que pensava em ser independente, um sonho de criança voltava à sua memória. Lembrava de si mesma correndo pelo piso de madeira de sua antiga casa, esbarrando nos móveis aos cantos das paredes, enquanto fingia ser uma ninja.

Nos dias atuais, é normal presenciar shinobis realizados pelas ruas de sua vila, Euryale olhava à eles com desgosto, mas ao mesmo tempo fascínio. Por mais que gostaria de acreditar que houvesse alguma coisa que ela seria boa, o mundo mostrava-a o contrário. Sempre que falava com alguma pessoa normal, se tornava tímida, recuava. Tinha medo de ser julgada por agir tão diferente de outras pessoas. Se sentia sobrecarregada e resolveu conversar sobre tudo isso com sua querida irmã, em uma noite escura, todos já estavam dormindo. Eury abriu seu coração para Miwa, expondo tudo o que estava sentindo nos últimos anos. — Miwa... Será que nós ainda podemos ser pessoas normais? Eu quero ser ninja... — Seus olhos se tornavam completamente azuis, as lágrimas juntas se reprimiam e deixavam dessa cor. Sua irmã a abraçou, e esbanjou um sorriso em seu rosto: — Podemos ser o que quisermos! Seremos ninjas! — Euryale nunca imaginaria essa reação de sua irmã, uma crise de choro tomou conta da garota, que só cessou quando pegou no sono.

Estava feliz por sua irmã ter mostrado apoio e ter se juntado com ela para perseguir seu sonho. Começou os preparativos para se juntar à academia e se formar uma Gennin. Pyke parecia não se importar com o desejo atual das garotas, inclusive encorajava-as.

Informações


Aptidão: Ninjutsu S, Taijutsu A, Genjutsu B
Graduação: Gennin
Classe: D
Time: -
Elemento: Katon, Fuuton, Doton, Shakuton, Youton
Kuchiyose: Gatos
Kekkei Genkai: Shakuton e Youton
Hijutsu: Dupla Dominância da Kekkei Genkai Elemental
Kinjutsu: -

Armamentos


Rank S:
Rank A:
Rank B:
Rank C:
Rank D: 10 kunai, 10 shuriken, 04 bomba de fumaça, 04 papel explosivo, 20 estrepes, 30 metros linha de aço, 02 pergaminho pequeno

Missões


Missões Narrativas
Rank S:
Rank A:
Rank B:
Rank C:
Rank D:
Missões OP
Rank S:
Rank A:
Rank B:
Rank C:
Rank D:

Traços de Eury


Vantagens:

Disciplina
Seu foco é exemplar, permitindo ter maior concentração na aprendizagem de técnicas.
Bônus: Pode treinar o dobro das técnicas semanalmente permitida.

Intelecto Superior
O personagem tem um intelecto altíssimo, sua velocidade raciocínio é tamanha que apenas com movimentos corporais ele é capaz de deduzir uma ação (podendo estar errado ou não), sua habilidade perceptiva é igual a de um Sharingan nível III. Sendo assim de ler um movimento e talvez até antecipar o ataque inimigo.
Bônus: iniciam com I em Inteligência e Percepção, capacidade de ler parcialmente os movimentos.

Afinidade Elemental - Katon, Fuuton, Doton
Você treinou seu corpo o suficiente para dominar um novo elemento.
Pode escolher controlar mais um elemento no RPG, tendo que treina-lo.
Podendo pegar a vantagem duas vezes.

Vertentes:

Perícia em barreira
Grande habilidade e conhecimento com barreiras dos mais diversos tipos.
Criar, aprender e treinar técnicas de Kekkai.

Hijutsu:

Dupla dominância da KG Elemental
Grande habilidade sanguínea, que permite a fusão de três elementos iniciais, para dar origem em suas fusões elementai, não podendo haver duas pessoas com as mesmas fusões.
Criar, aprender e treinar técnicas.

Desvantagens:

Masoquista
O masoquista existe para testar seus limites, saber até onde o seu espírito e corpo suportam dor antes de desmoronar. Sentem prazer na humilhação, sofrimento, rejeição e até mesmo dor física.

Atributos


[NIN] Ninjutsu: II
[TAI] Taijutsu:
[GEN] Genjutsu:
[FUR] Furtividade:
[VEL] Velocidade: II
[INT] Inteligência: II
[CON] Constituição:
[RES] Resiliência:
[ENE] Energia: II
[PER] Percepção: II

Jutsus


Rank S:
Rank A:
Rank B:
Rank C:
Rank D:
Spoiler:
Kanashibari no Jutsu // Shunshin no Jutsu // Chakura Hōshutsu // Kage Buyō // Kumade // Fūton: Toppa // Fūton: Kaze no Dangan // Doton - Shinjuu Zanshu no Jutsu // Doton - Iwa Shita // Yōton: Gomudama // Keimon //
Rank E:
Spoiler:
Kawarime no Jutsu // Bunshin no Jutsu // Henge no Jutsu // Suimen Hokō no Gyō // Kakuremino no Jutsu // Gake no Borigyō // Kinobori Shūgyō // Genjutsu no Kai // Kaifū no Jutsu // Fūnyū no Jutsu //

Status


PV: 50 + PPN = 50
CH: 70 + PPN + Energia [20] + 05 (Level) = 100
ST: 50 + PPN + Energia [20] = 70

#2
Fuera de línea
em Ter Set 11, 2018 4:18 pm


avatar


Aceito, bom jogo!

Ver perfil do usuário

#3
Fuera de línea
em Ter Set 11, 2018 4:18 pm


avatar

Admin

O membro 'Loki' realizou a seguinte ação: Lançar dados


'Sangue' :

Ver perfil do usuário http://shadowars.forumeiros.com

#4
Fuera de línea
em Sex Set 21, 2018 9:08 pm


avatar

Admin

@ Atualizações
[0.1] Treino com sensei - 3 de XP | 21/09
[0.2] Treino de jutsus - Fūton: Toppa // Fūton: Kaze no Dangan // Doton - Shinjuu Zanshu no Jutsu // Doton - Iwa Shita // Yōton: Gomudama // Keimon //
[0.3] Contrato com gatos, + 10 xp, +5 chk, + 1 percepção

Ver perfil do usuário http://shadowars.forumeiros.com

#5
Fuera de línea
Conteúdo patrocinado





Mensagem [Página 1 de 1]

Novo Tópico  Este Tópico está bloqueado. Você não pode editar as mensagens ou responder.